É verdade que, na carreira de gestão, uma pessoa tem maiores possibilidades de ganho, mas se este for o propósito principal de alguém que escolhe segui-la, rapidamente sentirá o desgaste de sua decisão. Para ser franco me preocupo mais com os liderados por alguém assim pois suas vidas profissionais se tornam um pesadelo.
Lidar com pessoas é um grande desafio, ainda mais quando se deseja realizar algo por meio delas. A liderança humana é diferente de qualquer outra na natureza, onde o mais forte fisicamene prevalece sobre os demais. Embora alguns líderes ainda insistam pelo uso de seu poder, imitando a esfera animal, a liderança mais apropriada é aquela exercida pela autoridade. Em uma interpretação livre, isso significa ser autor pela palavra. Ou seja, algo a ser feito porque o líder disse, foi capaz de influenciar e inspirar pessoas a realizá-lo. A melhor representação de liderança com autoridade é a de Gandhi que por meio da não violência, isto é, usando somente da palavra, fez com que a Coroa Britânica saísse da Índia em 1947. Nenhum gestor dentro de uma companhia enfrenta problema tão complexo quanto o de Gandhi, portanto, é provável que a solução esteja em suas palavras.
O gigantismo e a complexidade das operações empresariais exigem uma transformação das lideranças. Hoje o líder deve ser um bom ouvinte, procurando dar atenção aos profissionais mesmo que recém-chegados. Conheço a história bizarra de uma indústria que parou a diretoria porque um estagiário em seu primeiro dia de trabalho enviou e-mail ao presidente sugerindo melhorias na área onde atuava. A hierarquia é algo a ser repensado, ainda que não se tenha um modelo acabado de como substituí-la integralmente. Isto porque os ambientes colaborativos, dos quais as redes sociais são as maiores expressões, fazem parte da vida das novas gerações.
Outra necessidade urgente é o líder saber dar feedback apropriado, minimizando as possibilidades de um processo de assédio moral. Em reuniões de coaching, esta é uma das competências mais exercitadas e crucial para que a liderança desenvolva o time que deseja.
O gestor atualizado deve ter conhecimento e elevada capacidade de adaptação em acordo com as situações e pessoas. O líder que age sempre do mesmo modo, por exemplo, pedindo urgência em tudo, é cada vez mais visto como anacrônico. As empresas precisam que suas lideranças se façam entender, e, quando tudo se torna urgente, é o caso de questionar sua capacidade de planejamento e previsão.
Um gestor de pessoas que não se dedica a motivá-las é capaz de matar o clima organizacional, por melhor que seja a situação da empresa. Talvez esse seja o maior desafio pois mesmo em organizações bem-sucedidas observamos uma atmosfera de estresse, resignação e, em alguns casos, cinismo. Como esperar o surgimento de novas lideranças em um ambiente desses?
Por último, aprender e preparar-se. Ninguém entregaria sua saúde a um médico que se formou com base em dicas sobre como ser um médico melhor. Não entendo como ainda há empresas que vêem a formação da liderança como algo que se faz na prática e não se interessam pela literatura, processos de coaching, cursos, palestras e workshops sobre o tema. A formação da liderança é fundamental para a companhia e deveria existir um sistema permanente de formação de gestores dentro da organização. Afinal para que a empresa exista daqui a cinco ou dez anos, precisará de líderes em todos os níveis.
Vamos em frente!
Para me seguir no twitter: @silviocelestino
A difícil arte de formar um líder na empresa
9 de agosto de 2010 por sacelestino
Com toda certeza sacelestino, enquant as empresas não enxergarem tais curso e aprendizados como investimento, continuaremos no mar da antiguidade, onde tudo é pra ontem, onde manda quem pode obedece quem tem juizo, é preciso se entender que um cargo maior na empresa não lhe traz mordomias, mas implica em maiores responsabilidades, podemos nascer com o felling para liderança, mas ela precisa ser praticada e estudada.